A indiscutível presença dos conceitos e princípios matemáticos nos mais diversos aspectos do dia-a-dia das pessoas que lidam com situações em que precisam localizar-se no tempo e no espaço, medir, comprar e vender, ler e organizar informações, encontrar soluções para as mais diferentes situações, torna incontestável a necessidade de se possibilitar aos alunos, em todas as modalidades de ensino , o desenvolvimento nesta área do conhecimento, o que resultará certamente em importante aliado no desenvolvimento em todas as outras áreas.
“A Matemática comporta um amplo campo de relações, regularidades e coerências que despertam a curiosidade e instigam a capacidade de generalizar, projetar, prever e abstrair, favorecendo a estruturação do pensamento e desenvolvimento do raciocínio lógico. Faz parte da vida de todas as pessoas nas experiências mais simples como contar, comparar e operar sobre quantidades. Nos cálculos relativos a salários, pagamentos e consumo, na organização de atividades como agricultura e pesca, a Matemática se apresenta como um conhecimento de muita aplicabilidade. Também é um instrumental importante para diferentes áreas de conhecimento, por ser utilizada em estudos tanto ligados às ciências da natureza como às ciências sociais e por estar presente na arte, nos esportes,...”!
O Papel da Matemática no Ensino Fundamental
PCN-vol. 3 (29)
Em uma perspectiva em que se considera o aluno como protagonista da construção de seu conhecimento, o trabalho com a Matemática tem necessariamente que criar condições que possibilitem ao aluno investigar, questionar, contestar, confrontar pontos de vista, observar, buscar caminhos próprios na resolução de uma situação-problema, levantar e testar hipóteses e toda uma série de procedimentos essenciais para o desenvolvimento de seu raciocínio lógico-matemático, de sua autonomia e criatividade.
Temos encontrado na Matemática do cotidiano contexto privilegiado para a criação dessas condições. Esta tem se mostrado fonte inesgotável de possibilidades, pois, além de captar o interesse e curiosidade dos alunos na medida em que acessa os fatos de sua vida, da vida das pessoas que a cercam, dos lugares , da cultura, da arte, oferece uma gama enorme de situações e informações em que os procedimentos matemáticos estão sempre presentes: explicando, organizando, sistematizando.
A esse respeito D’Ambrósio (2001) nos fala:
O cotidiano está impregnado dos saberes e fazeres próprios da cultura. A todo instante, os indivíduos estão comparando, classificando, quantificando, medindo, explicando, generalizando, inferindo e, de algum modo, avaliando, usando os instrumentos materiais e intelectuais que são próprios à sua cultura.(DAMBRÓSIO, 2001 (p. 22).
Os jogos e desafios constituem-se também em ferramenta básica em nosso trabalho, já que acreditamos que sentir-se desafiado predispõe o indivíduo a encontrar caminhos próprios na busca de soluções para uma situação-problema, o que é fundamental no processo de aprendizagem. O jogo, além de constituir-se como importante objeto sociocultural e atividade natural no desenvolvimento dos processos psicológicos básicos dos alunos, (PCN) oferece uma série de possibilidades no processo educativo, como a promoção do autoconhecimento e o conhecimento do outro, a percepção de regularidades, a criação de analogias – produção de linguagens, criação de convenções, reconhecimento da necessidade de regras; conquista cognitiva, emocional, moral e social e desenvolvimento do raciocínio lógico.

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